O Evangelho de João continua falando do papel central de Jesus: Filho amado do Pai, em cujas mãos o Pai tudo entregou. Se o aceitamos, temos a vida que dura para sempre. Diante de Jesus, temos de fazer nossa escolha: acreditar que Ele é nosso Salvador, entregar-nos a Ele ou rejeitá-lo. Jesus é um homem como nós, aceitou todas as nossas limitações, menos o pecado. Mas Ele é também o Filho de Deus, em tudo igual ao Pai. Por isso pode falar-nos das coisas do Pai e de seu amor, pode ensinar-nos os seus caminhos. Ele fala o que conhece...
Essa frase merece destaque entre todas as outras da Bíblia. Por amor Deus criou o mundo e a humanidade, quis que, por nossa união a seu Filho, participássemos de sua vida divina, que seu Filho estivesse entre nós, acompanhando cada instante de nossa vida. Tudo isso porque nos ama gratuitamente e nos quer fazer felizes como nunca poderíamos imaginar. O Pai amou-nos, por isso nos quis adotar como filhos, para termos vida mais completa e felicidade total, muito além de tudo quanto poderíamos esperar como humanos que somos. Ele quer...
Nas línguas da Bíblia, a mesma palavra pode significar vento, sopro de vida, espírito. Por isso Jesus usa a comparação do vento para dizer que é incompreensível para nós a ação do Espírito Santo. Não podemos entender essa ação de Deus, que nos chama, seduz-nos e nos faz nascer para uma vida nova e divina. O importante não é compreender, mas sim deixar-nos guiar e arrastar. É o Espírito de Deus que nos conduz e encontra em nós a abertura necessária para agir. Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer de novo ou nascer...
A Páscoa nos faz mergulhar no mistério de Cristo. Mistério porque estamos envolvidos nele, como uma criança no colo materno, e Ele está em nós e, ao mesmo tempo, além de nós. No Espírito de Cristo ressuscitado, devemos renovar nossa vida, renascermos em seu amor. A alegria da ressurreição de Jesus nos alegra, mas também nos compromete. Jesus diz a Nicodemos: “O vento sopra onde quer; ouves o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito”. O Mestre nos ensina...
Todos os evangelhos insistem nessa incredulidade dos discípulos. Apesar disso, Jesus não desistiu de transformá-los em testemunhas de sua vida, de sua morte e de sua ressurreição. Apareceu-lhes várias vezes, mas principalmente transformou o coração, de modo que acabaram acreditando nele. Também nós precisamos abrir e mudar nosso coração, para sermos enviados. É preciso escutar seu convite, que deve ressoar profundamente em nossa existência. Fechar-se aos apelos de Cristo é dar lugar para que a tristeza se instale em...
Os discípulos estavam vivendo situação de incerteza. Depois do trauma da morte de Jesus, tinham tido encontros com Ele, sem saber como seria o futuro. Mas, apesar de tudo, continuavam juntos, à espera, pescando enquanto esperavam. Vejo nisso uma lição para nós. Nos tempos de incerteza, de dificuldades, será muito bom se continuarmos juntos. Na hora certa saberemos o que fazer. As aparições de de Jesus, após a sua morte, são para firmar os discípulos em sua fé e em sua missão. Jesus não aparece de modo extraordinário, mas na...
Os discípulos tiveram mais do que uma visão. Jesus entrou na realidade deles: viram-no, tocaram-no, e, sobre a mesa ficaram os restos do peixe assado. Não foi uma simples experiência espiritual. Mesmo assim precisavam do dom da fé, precisavam que o Mestre os iluminasse para que pudessem perceber o que Deus queria deles e como deveriam testemunhar que Jesus é o Salvador. É preciso sim, que descubramos a grandeza da presença e do amor de Cristo por nós. Quem descobre a grandeza do amor de Cristo ressuscitado não o abandona mais. O...