O convite do Evangelho deste domingo é para que assumamos a “loucura da cruz”, junto com Jesus: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga”. Ele nos oferece a cruz como caminho, acesso ao amor e ao dom da vida. Em (Lc 22,20), o próprio Cristo nos diz que seu sangue será derramado por nós, como prova do seu amor, como prova de sua vida entregue a favor da vida, a favor de nós mesmos. ( Mt 16, 21-27)
A parábola faz referência ao mundo da economia, como uma forma de explicar o mistério do reinado de Deus. Todos os dons que recebemos de Deus são para ser reproduzidos e multiplicados. Enterrar os dons não é proveitoso para ninguém; é, antes, sinal de que o medo paralisa as melhores intenções e propósitos em nossa vida. Senhor Jesus, a cada um de nós confias dons e habilidades para fazê-los frutificar, durante a vida. No final da jornada terrena, tu nos pedirás contas do bem realizado. Livra-nos, Senhor, da preguiça e da...
A chegada da salvação é comparada com o noivo que deve vir. Ainda que pareça tardar sua chegada, é preciso que estejamos sempre acordados e prontos para não perdermos a festa. Ó Jesus, nosso querido Mestre, diante da incerteza do dia em que virás, ou da hora em que nos levará contigo, pode acontecer que cochilemos ou durmamos. Isso significa abandonar a prática da justiça e do amor. Livra-nos, Senhor, da inércia e da preguiça, e conserva-nos atuantes a serviço do Reino de Deus. (Mt 25, 1-13)
“Vigiai, porque não sabeis a hora que virá o Senhor… Estais bem preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes”. É preciso estar atento, pois o descuido, a falta de vigilância e a distração podem trazer amargas consequências. Ele viveu entre nós, foi crucificado, ressuscitado, e um dia voltará, para julgar os vivos e os mortos. Pelo que estamos vendo acontecer hoje no mundo, nós que lemos a Bíblia e acreditamos nela, sabemos que a sua volta está bem próxima. (Mt 24, 42-51)
Mais uma vez Jesus chama atenção e condena a atitude dos escribas e fariseus hipócritas, que são “semelhantes aos sepulcros: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão. Jesus condena a busca da fama e da aparência. Isso gera hipocrisia e suas consequências. Somos convidados a refletir sobre esse assunto bastante desagradável, mas necessário, afim de evitar que isso aconteça conosco. (Mt 23, 27-32)
João Batista morreu mártir por ter censurado o rei Herodes pela sua conduta desonesta e imoral. A descrição do martírio de João mostra a crueldade a que chegam os poderosos para tapar a boca da consciência crítica das pessoas de bem de todos os tempos. Senhor Jesus, mesmo sabendo que teu precursor, João Batista, era homem “justo e santo”, Herodes mandou um carrasco cortar-lhe a cabeça, na prisão. Banais e abomináveis foram o motivo para acabar com a vida desse valente profeta. Livra-nos Senhor, das injustiças...
Jesus condena o formalismo religioso, a valorização demasiada de ideias e tradições humanas. Lembra também que não temos o direito de impor, em seu nome, mas por nossa decisão, obrigações religiosas que acabam sendo estorvo na caminhada das pessoas. Não podemos atravancar com exigências humanas e com nossas ideias próprias a entrada aberta por Jesus para a salvação. Sejamos condutores de pessoas para Deus, e não entraves que não amam nem deixam amar. (Mt 23, 13-22)