Jesus convida o cego a ver outra realidade e a experimentar outro tipo de vida. De fato, existem caminhos na vida que nunca deveríamos trilhar, assuntos que nunca deveríamos retomar, lugares que nunca mais deveríamos voltar; ideias que nunca deveríamos retornar à nossa mente. A nossa vida depende das escolhas que fazemos. Foi aos pouco que Jesus restituiu a visão ao cego. Imagino que assim o fez para nos ensinar que geralmente é aos poucos que vai nos transformando. Temos de ter paciência, a humilde paciência de quem depende dele em...
Novamente encontramos Jesus navegando com os discípulos. Pouco antes ele tinha multiplicado os pães; agora os adverte para que cuidem do fermento dos fariseus e dos herodianos (fariseus representavam os cumpridores escrupulosos da lei e os herodianos era uma espécie de partido de Herodes, sustentado por ele. O fermento que alimenta essas pessoas o ódio e o ressentimento. Jesus diz aos discípulos e a nós também que não podemos ser fermento vencido, pois estragaríamos o pão que sacia a fome. Para nossos dias, Jesus pede que tenhamos...
Os fariseus pedem a Jesus um sinal, Jesus aproveita a ocasião para ensinar que os sinais ou milagres são ações de solidariedade e não espetáculos rotineiros, que os milagres não pretendem comprar a fé do povo e que uma fé dependente de milagres gera crentes sem compromisso. Ele não lhes apresentou nenhuma prova de sua verdade. Atravessou o lago e foi embora. Não se pede prova de amor, aceita-se. Livremente aceitamos ou não o amor que Deus nos oferece. Se não o aceitamos, ele não discute, mas respeita nossa decisão. Amém...
No discurso da planície, Jesus pronuncia quatro bem-aventuranças para toda sorte de excluídos de bens da sociedade. Os últimos na ordem social são os preferidos de Deus e os primeiros destinatários da salvação. São felizes os que constroem a sua vida à luz dos valores do Evangelho e infelizes os que endeuzam seus bens, destroem vidas humanas e espalham mentiras. Os “ais” denunciam a lógica dos poderosos, opressores, prepotentes, orgulhosos e autossuficientes. Sem dúvidas, a proposta de salvação é também para os...
Jesus está diante de uma multidão faminta e, agora, quem está à sua frente é o mundo pagão. Movido por compaixão e solidariedade, convoca os seus discípulos para ajudá-lo na tarefa de alimentar o povo. Multiplicados os pães e peixes, toda a multidão fica saciada. O Senhor viu, em sua época, aquilo que as pessoas sensíveis e solidárias de todos os tempos continuam vendo. Basta levantar os olhos para perceber, perto e longe, multidões passando fome. Para refletir: Eu compartilho o que eu tenho, ou acumulo o desnecessário? (Mc...
Jesus está diante de uma multidão faminta e, agora, quem está à sua frente é o mundo pagão. Movido por compaixão e solidariedade, convoca os seus discípulos para ajudá-lo na tarefa de alimentar o povo. Multiplicados os pães e peixes, toda multidão fica saciada. O Senhor viu em sua época, aquilo que as pessoas sensíveis e solidárias de todos os tempos continuam vendo. Basta levantar os olhos para perceber, perto e longe, multidões com fome. Para refletir: Eu compartilho o que tenho, ou acumulo o desnecessário? Amém! Vinde...
Jesus gosta de ir além dos limites e além fronteiras, em regiões habitadas por pagãos. Lá apresentam-lhe um surdo-mudo. É como se os pagãos estivessem surdos para ouvir a voz de Deus e mudos para proclamar suas maravilhas. Com a cura, os pagãos estão desempedidos e podem ouvir a voz de Deus e proclamar sua Palavra. Com os ouvidos e língua em perfeito estados, não podemos fazer-nos de surdos e mudos ante as situações injustas que nos rodeiam. É preciso deixar-nos tocar pela compaixão e pela misericórdia, afim de proclamarmos...