Seis dias depois do primeiro anúncio da Paixão, Jesus se transfigura para anunciar sua gloriosa ressurreição. Moisés representa a Lei e Elias representa os profetas. Ó glorioso Jesus, nosso querido Mestre, sobre uma alta montanha, te transfiguras diante de alguns discípulos, mostrando-lhes que és o “Filho amado” do Pai. Concede-nos, Senhor, ouvidos atentos para te ouvir e sempre te seguir. (Mc 9, 2-10)
Autor -Reinaldo
O Antigo Testamento propõe amar os amigos e as pessoas próximas; quanto aos inimigos, poderiam ser odiados. Jesus vai muito mais além, ao propor o amor aos inimigos como condição para se tornar filho (a) do Pai do céu, pois é assim que ele age conosco: trata-nos da mesma forma, independentemente da nossa vida. Agindo dessa maneira, o cristão tem um comportamento diferenciado e acima da média, ou acima do comportamento normal de todas as pessoas, que é o de retribuir na mesma medida. A perfeição no amor, a perfeição do Pai...
Para participar do Reino, Jesus pede muito mais do que o cumprimento externo da Lei; pede, acima de tudo, uma vida de coerência entre o que se crê e o que se pratica. Sem essa coerência é impossível fazer parte da nova comunidade que está se formando, e do Reino futuro. O texto conclui com um apelo à reconciliação, mais importante que a própria oferta diante do altar. A reconciliação é fundamental para participar da vida da comunidade e do culto, pois não se pode estar unido a Deus se não estiver unido aos irmãos. (Mt 5, 20-26)
Jesus se propõe a construir um “templo”, uma comunidade nova, na qual Pedro será uma “pedra” fundamental. O edifício ou comunidade é obra e pertença de Jesus, “minha igreja”; Pedro terá nela uma função mediadora central. O poder da morte, nada poderá contra a Igreja de Jesus. O próprio nome Pedro (petra) significa “rocha”, fundamento onde se assenta um edifício. Nessa construção, Pedro terá uma função muito importante. Como rocha, vai fazer parte da solidez do edifício que é a...
Jesus responde aos que pedem sinais espetaculares para poderem acreditar nele e para verem a presença de Deus. A pessoa, os ensinamentos, os milagres e a sabedoria do próprio Jesus são os maiores sinais, e não são reconhecidos. Em Jesus se revela quem é maior que Jonas e maior que o próprio Salomão. Não precisamos de outro sinal para crer, a não ser ouvir a pregação de Jesus e converter o coração, como fizeram os habitantes Nínive diante da palavra de Jonas. (Lc 11, 29-32)
Todas as religiões têm sua oração especial, que define sua identidade e permanece gravada na memória coletiva de seus seguidores. Para os cristãos, é o Pai-Nosso, onde o perdão é o ponto central da oração. Ó Jesus, nosso querido Mestre, aos discípulos recomendaste rezar sem ficar repetindo palavras inutilmente, e lhes ensinaste o Pai-Nosso: ensina-nos a dizer o essencial na oração e a perdoar as faltas dos outros. (Mt 6, 7-15)
O Evangelho de hoje descreve o julgamento das nações sob o prisma do compromisso com o outro. O critério final de julgamento é a prática da caridade ou da solidariedade com os necessitados. Este ensinamento de Jesus dirige-se a todos cristãos que descuidaram de seu compromisso prático de caridade, para recordar-lhes que o destino de cada um se decide na atitude que tenham diante dos necessitados neste tempo que precede a sua vinda gloriosa. (Mt 25, 31-46)