Jesus não é um dos ressuscitados: Ele é a Ressurreição! Jesus, ao confrontar a morte de Lázaro, revela o paradoxo da morte para quem é capaz de amar: a entrega, como oferenda radical, que nos lança nas entranhas do Amor. Jesus atualiza e nós devemos fazer em nosso cotidiano o que está escrito no Livro da Sabedoria: “Deus não fez a morte e nem se alegra com a destruição dos vivos. Criou todas as coisas para existirem, pois nas criaturas do mundo não há veneno de morte, nem o abismo impera sobre a terra” (Sb 1.13)...
Corremos o risco de querer a distinção, a importância, o primeiro lugar. Nossos projetos humanos nos traem. Jesus explica porque seus adversários não o aceitam: eles estão fechados aos convites que vêm de Deus, porque estão dominados por projetos humanos. Estão interessados em apoios, vantagens, riquezas, prestígios; vivem na vaidade e no orgulho humano. Por isso não aceitam as propostas de Jesus, que apresenta um projeto de vida totalmente diferente. Precisamos mudar nosso jeito de ser, nossas atitudes, não amanhã, mas hoje...
Os que não aceitavam a pregação de Jesus, apoiavam-se em preconceitos. Tinham suas ideias sobre Deus e sobre o que Ele lhes devia dizer e fazer. Se não tomarmos cuidado, também nos deixamos levar por preconceitos. Agarramo-nos a maneiras de pensar que nos impedem de ver o que Deus nos mostra, nos acontecimentos, e de compreender o que nos diz por intermédio de nossos irmãos. É perigoso ou arriscado para nós, cristãos, a presunção, e presunção é ser dono do saber, de conhecermos Jesus e permanecermos na vidinha de sempre...
Como todos nós, a jovem Maria devia imaginar e planejar seu futuro. De maneira nenhuma, porém, podia imaginar o futuro que o anjo lhe anunciaria. Tanto mais que mesmo depois do anúncio, não conseguia imaginar o que Deus lhe reservava. Não havia clareza completa, só muitas perguntas. Teve de decidir levada apenas pela fé, pela confiança e por seu amor incondicional a Deus. Eis o que devemos contemplar sempre: não somos órfãos; temos uma Mãe que é também Mãe de Deus. Há algo mais sublime do que essa verdade em nossa vida? Hoje...
Essa pergunta feita por Jesus a um homem doente até parece esquisita. Porém era um jeito de perguntar se o homem confiava nele. Se não confiasse podemos imaginar qual seria a resposta. A nós Jesus faz a mesma pergunta. E temos de dizer se estamos ou não conscientes de nosso estado, se confiamos em seu poder e a Ele nos entregamos. Ele nos pergunta porque seu desejo é nos curar interiormente de tantas “tranqueiras” que carregamos e de que não nos libertamos. Às vezes, passam anos, e Deus fica de lado em nossa vida. Mas Ele...
Podemos afirmar que os milagres operados por Jesus foram a mais bela recompensa da fé de quem estava pedindo a intervenção divina. No Evangelho de hoje, o grande beneficiado é o filho do oficial do rei. O milagre acontece poque o pai acreditou na palavra de Jesus, que lhe disse: “Vai, teu filho está passando bem”. Sentimos a necessidade de renovar a procissão de fé, especialmente quando sopram os ventos contrários aos nossos projetos e custamos a entender o projeto de Deus, que nem sempre bate com as nossas aspirações...
A iniciativa foi de Jesus; o cego não pediu nada. Deve ter ficado sem entender o que acontecia, mas podemos imaginar como ficou contente quando começou a enxergar. O homem não tinha dúvida: não via nada, mas começou a ver tudo quando lavou os olhos. Outros podiam duvidar. Ele não: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” É um profeta. Não sabemos como foi o resto de sua vida, mas certamente nunca se esqueceu de Jesus. Pois bem, diante do mesmo fato a reação dos fariseus é outra: “Esse homem não vem de...