Exaltação da Santa Cruz é um convite a contemplar a cruz de Jesus, expressão suprema do seu amor por nós. Ele que aceitou partilhar a nossa sorte, quis fazer-se servidor de todos e doou sua vida para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo sua vida na cruz, em dom de amor, ele nos indicou o caminho para chegar à vida eterna. Contemplamos a cruz, não como sinal de derrota e sofrimento, mas como sinal de vitória. (Jo 3, 13-17)
Autor -Reinaldo
Nas Bem-aventuranças de Lucas há um interesse evidente por algumas categorias: pobres, famintos, os que choram e os perseguidos, não porque sejam melhores que os ricos, mas porque Deus quer manifestar neles a sua misericórdia. Bem-aventurado quer dizer “feliz”. Jesus diz que somos felizes, porque podemos ouvir sua mensagem e viver como nos ensina. Segui-lo não é peso, mas felicidade! (Lc 6, 20-26)
Em momentos importantes, quando Jesus deve tomar uma decisão, Ele se retira e passa longos tempos ou a noite inteira em oração: aqui, Ele o faz em preparação para escolha dos Doze Apóstolos. Jesus chama os Doze primeiros Apóstolos. Os Apóstolos serão enviados em missão, para espalhar pelo mundo a verdade do amor salvador. Eis, pois, nossa missão de batizados: sermos continuadores da verdade de Cristo e de seu amor sem limites. (Lc 6, 12-19)
Para Jesus a Lei deve ser libertação e vida. Ainda hoje corremos o grande risco de esquecer essa verdade e sermos rigorosos em nossas atitudes. O bem, a defesa da vida, a libertação do oprimido cabem em qualquer circunstância. Senhor Jesus, o ser humano é mesmo estranho! Como pode os fariseus ficar com raiva porque, em dia de sábado, fizestes o bem, curando a mão paralisada de um homem? Concede-nos, ó Mestre, sabedoria e abertura de coração para compreender teus ensinamentos. Compreendê-los e praticá-los! (Lc 6, 6-11)
O mandamento do amor deixado por Jesus vem ao encontro do ensinamento da Palavra de Deus desse domingo. Quando alguém comete uma falta que afeta a todos ou se um irmão se separa da Comunidade, deve-se colocar em ação todos os esforços para trazê-lo de volta, procurando que isso seja feito com respeito e amor. Jesus nos dá a responsabilidade da salvação do outro, dando-lhe todas as possibilidades de reconciliação, como o próprio Cristo faz conosco. (Mt 18, 15-20)
O descanso sabático era uma característica da religião judaica. Os rabinos haviam estipulado uma série de proibições, de trabalhos que não poderiam ser realizados durante o dia de sábado, incluindo arrancar espigas, debulhá-las e realizar curas. Ó Jesus, Filho de Deus, os fariseus fazem tempestade num copo d’água: acusam seus discípulos como se tivessem cometido um grave escândalo. Apenas debulhavam espigas para matar a fome num dia de sábado. Lei que escraviza e não respeita a vida não tem merecimento. (Lc 6, 1-5)
De uma tradição que vem dos primórdios da Igreja, temos a celebração da Natividade de Nossa Senhora, dia em que Deus começa a preparar uma morada para vir ao mundo e por em prática o seu plano de salvação. Maria é a Mãe do Belo Amor e continua a nos fazer nascer para Jesus, seu Filho. Ela nos estende suas mãos e toma-nos em seu colo materno e nos conduz para junto de Jesus. Celebrar sua natividade é celebrar a certeza de que não estamos sozinhos, nem abandonados. (Mt 1, 18-23)