A parábola de Jesus é transparente: por maiores que sejam, as riquezas, elas não garantem a felicidade. Entre outras razões, porque podemos perdê-las a qualquer momento, por morte ou outras causas. Devemos procurar o necessário, não acumular sem medida. A mensagem é que não podemos confiar no dinheiro e nas posses, que levam ao enriquecimento obsessivo e egoísta. O mais importante é enriquecer-se de Deus através das obras de caridade, que se constituem no autêntico tesouro. (Lc 12, 13-21)
Autor -Reinaldo
Estamos submergidos no mundo e não podemos escapar fisicamente dele, mas Jesus nos convida a manter nossa consciência livre e autônoma. Ao reinado de Deus o que a Deus pertence, e aos reinos do mundo, o que a esses reinos pertence. É dever de todos respeitar as leis sociais e os preceitos religiosos. A formação do cidadão deve ser completa e autêntica. (Mt 22, 15-21)
Jesus tolera que se rejeite sua pessoa, mas o que não tolera e até mesmo condena é a hostilidade contra o Espírito Santo: “Todo aquele que falar contra o Filho do Homem obterá perdão; mas aquele que tiver blasfemado contra o Espírito Santo, não alcançará perdão”. Por mais grave que seja o pecado, será sempre inferior à misericórdia de Deus. Não duvide do amor e do perdão de Deus diante das nossas faltas, quando estamos arrependidos. Agora, “pecar contra o Espírito Santo” significa colocar limite à...
Agora Jesus se dirige aos seus discípulos e ao povo em geral chamando-os todos de “meus amigos”. Os seguidores e amigos de Jesus não devem ter medo; a primeira arma com que podem contar é a liberdade interior que o próprio Deus dá através do Espírito Santo. Assim, os amigos de Jesus devem pregar com sinceridade e transparência a mensagem que deve chegar a todos e a todo o mundo. É o que acontecia naquele tempo e o que deve acontecer também em nossos dias: que sejamos pregadores destemidos da Boa-nova do Evangelho. (Lc 12, 1-7)
Jesus denuncia o apego às leis de purificação externas, como uma maneira de encobrir a podridão interior. Com a interpretação que faziam da Escritura e com o desprezo a Jesus, afastavam e impediam as pessoas de chegar ao Deus vivo e verdadeiro. Ó Jesus, Nosso Senhor, pões em risco tua vida, ao censurares as atitudes malévolas dos dirigentes do povo. E o fazes com toda franqueza e sem medo. Por não aceitarem tuas mensagens e correções, tramam como acabar com a tua vida. Salva-nos, Senhor, de gente impiedosa e traiçoeira. (Lc 11, 47-54)
Jesus havia feito um primeiro envio dos doze, com o qual ficava simbolizado o povo de Israel composto por doze tribos. Agora designa outros setenta e dois para enviá-los também a pregar o reinado de Deus. Mesmo sem poder fazer os milagres, que naquele tempo chamavam a atenção, temos que continuar a missão que Jesus confia a todos nós. Temos que estar convivendo com as pessoas e vivendo de tal modo que percebam que a salvação chegou para todos. (Lc 10, 1-9)
Jesus condena uma religiosidade baseada em práticas externas como forma de encobrir uma vida interior nem sempre exemplar: “Vós, fariseus, limpai o que está por fora do vaso e do prato, mas o vosso interior está cheio de roubo e maldades. Insensatos!” Deus condena e repudia a falsidade, a hipocrisia e não admite uma vida que não bate com os princípios éticos e morais. O que nos torna puro diante de Deus é amor a Ele e ao próximo. (Lc 11, 37-41)