Mateus identifica-se como o pecador chamado por Jesus. A vocação de Mateus é muito significativa: Jesus escolhe um coletor de impostos, um publicano a serviço de Roma, potência que ocupa o país. Mateus estava comodamente sentado, tranquilo com a sua renda, sua família, sua carreira. Mas Jesus passava, parou, olhou e chamou. Tudo mudou, nada mais era como antes, a não ser que tinha encontrado o sentido de sua vida. Eu também fui privilegiado; Jesus passou por minha vida e chamou. Não disse que tipo de vida devia escolher; disse...
Autor -Reinaldo
Jesus está formando uma nova família na fé, não baseada em laços de sangue, mas na fé e na escuta da Palavra. Todos os que participam da comunidade cristã podem fazer a experiência de pertencer a essa família. Ó Mestre, que ensinava as multidões: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam”: Alimenta nossa vontade, afim de bem ouvirmos e praticarmos tua Palavra.
O pequeno texto do Evangelho é carregado de informações: Jesus escolhe ser um pregador itinerante e passa de aldeia em aldeia ou de cidade em cidade pregando. Deixa a família de sangue, o que deve ter sido um choque, porque o núcleo familiar era muito importante na época. Para acompanhá-lo constitui um grupo formado por doze apóstolos, lembrança das doze tribos de Israel e sinal de que um novo Israel estava sendo formado. O grupo também contava com a assistência fundamental das mulheres, umas agradecidas por curas recebidas, outras...
Os profetas escolhidos e vocacionados por Deus, ou são bem acolhidos ou desprezados. Parece que o desprezo predomina no mundo porque, com frequência, a pregação fere os ouvidos e os interesses dos destinatários. Senhor, mudai nosso coração, para que nós afinal nos descidamos por vós e aceitemos uma vez por todas que vós é que sabeis o que é bom para nós. Dai-nos a tranquila confiança da criança, que se deixa guiar por quem lhe segura a mão. Precisamos de vós, porque fora de vós não existe ninguém que nos possa ajudar...
Jesus é imagem do Pai. Quando o vemos compadecer-se com a dor da mãe que perdera o filho, lembramos que Deus, o Pai, é compassivo. Compreende nosso sofrimento; quase poderíamos dizer que sofre conosco. Por isso, em nosso luto, em nossas dores e prantos, podemos olhar para ele. Mesmo que não digamos nada, ele nos compreende e, do jeito que só ele sabe, estende sua mão para nós. Jesus age com prontidão e naturalidade, primeiro consolando: “Não chores”, depois restituindo a vida do jovem, e em sentido mais amplo...
O Evangelho fala-nos do poder de Jesus. Sem lhe falar, sem se aproximar, curou aquele homem. Seu poder é divino, e nós podemos e devemos confiar nele. Enquanto o povo judeu procura tocá-lo, o centurião crê no seu poder e acredita que ele pode realizar a cura à distância. Em outros relatos, o povo fica admirado; aqui é Jesus quem se admira da fé do centurião. (Lc 7, 1-10)
Aos discípulos que o seguiam há algum tempo, Jesus faz como um desafio. Vocês me veem do mesmo modo que os outros? Pedro responde em nome de todos, e, a luz do que tinham compreendido até aquele momento, o reconhece como o Messias, o rei e salvador esperado. A partir da resposta de Pedro, Jesus começa a instrui-los mais intensamente. A eles revela o plano de Deus: um caminho de sofrimento para chegar à glória. A expressão Filho do Homem significa plenamente humano. Os discípulos encontram dificuldade em aceitar que Jesus passe...